O que é cordilheira do espinhaço?

Cordilheira do Espinhaço

A Cordilheira do Espinhaço é uma importante cadeia montanhosa localizada no centro-leste do Brasil, estendendo-se por aproximadamente 1.200 km, desde o sul de Minas Gerais até o norte da Bahia. Ela representa uma divisória de águas crucial, separando as bacias dos rios São Francisco e Paraná/Doce/Jequitinhonha.

Geologia e Relevo:

A cordilheira é caracterizada por sua geologia complexa, com rochas datadas desde o Pré-Cambriano. O relevo é bastante acidentado, com altitudes que variam significativamente, atingindo o pico máximo no Pico do Sol, com cerca de 2.072 metros. A erosão e a ação do intemperismo moldaram paisagens únicas, com canyons, cachoeiras e formações rochosas peculiares. É importante notar a influência da tectônica na formação e evolução da cordilheira.

Biodiversidade:

A Cordilheira do Espinhaço abriga uma rica biodiversidade, com diversos ecossistemas, como campos rupestres, matas ciliares, cerrados e trechos de Mata Atlântica. A presença de altos níveis de endemismo a torna uma área de grande importância para a conservação da natureza. Muitas espécies de plantas e animais são encontradas exclusivamente nessa região.

Recursos Hídricos:

Como divisor de águas, a Cordilheira do Espinhaço desempenha um papel vital na distribuição de recursos%20hídricos para diversas regiões do Brasil. Nascentes de importantes rios estão localizadas em suas encostas, abastecendo bacias hidrográficas essenciais para o país.

Importância Socioeconômica:

Além de sua relevância ambiental, a Cordilheira do Espinhaço também possui importância socioeconômica. A região abriga atividades de mineração, agricultura e turismo, que impactam a economia local e regional. No entanto, essas atividades também representam desafios para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais.

Desafios e Conservação:

A Cordilheira do Espinhaço enfrenta diversos desafios, como a expansão agrícola, a mineração, o desmatamento e a exploração%20turística desordenada. A criação e a implementação de unidades de conservação, aliadas a práticas de manejo sustentável, são cruciais para garantir a preservação desse importante patrimônio natural brasileiro.